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08Direitos do paciente

O que você pode exigir no atendimento

Prontuário, acompanhante, segunda opinião, informação clara, atendimento sem humilhação. São direitos antigos e pouco cobrados, porque quase ninguém sabe que existem — e quem está doente raramente tem energia para discutir no balcão.

Está acontecendo agora Negaram acompanhante ou prontuário? Conte o que está acontecendo e onde. Em situação que se resolve na hora, uma orientação por mensagem às vezes basta. Enviar pelo WhatsApp Ou ligue: (11) 91578-5232
Atendimento de segunda a sexta, 9h às 18h.

O que costuma acontecer

O pedido de cópia do prontuário é enrolado por semanas. O acompanhante é barrado na porta da internação. A explicação sobre o procedimento vem em três frases técnicas e um papel para assinar. A recepção decide que aquele caso não é urgente.

Nenhuma dessas situações costuma virar processo, e quase todas se resolvem quando a pessoa sabe o que pedir e pede por escrito. Esta página serve mais para isso do que para litígio: saber o que exigir muda o atendimento na hora.

O que a lei diz, sem juridiquês

O prontuário é seu, não do hospitalVocê tem direito a cópia integral, sem justificar o pedido. Quem guarda o documento é o serviço; quem é dono da informação é você.
Informação clara é parte do tratamentoVocê tem direito de entender o diagnóstico, as opções e os riscos em linguagem que compreenda, e de decidir a partir daí. Consentimento assinado sem explicação não cumpre esse papel.
Acompanhante é direito, com regraCriança, adolescente, pessoa idosa e pessoa com deficiência têm direito a acompanhante durante o atendimento e a internação. Gestante tem direito a acompanhante de sua escolha no parto.
Segunda opinião não precisa de permissãoProcurar outro profissional é direito seu. Nenhum médico, hospital ou plano precisa autorizar, e isso não deve prejudicar a continuidade do seu cuidado.
Atendimento digno não é cortesiaPrivacidade, respeito ao seu nome, atendimento sem discriminação e sem exposição desnecessária: isso é obrigação do serviço, não gentileza de quem atende.

O que fazer quando o direito é negado

01
Peça por escrito, sempreProntuário, recusa de acompanhante, negativa de atendimento. Um pedido protocolado obriga o serviço a responder e cria a prova que a conversa no balcão não deixa.
02
Anote nomes, datas e horáriosQuem atendeu, quem recusou, a que horas, o que foi dito. Em falha de atendimento é o registro que sustenta o relato — a palavra sozinha se perde.
03
Use os canais internosOuvidoria do hospital e, no serviço público, a ouvidoria da secretaria de saúde. Guarde o número do atendimento. Às vezes resolve ali mesmo, e quando não resolve fica registrado.
04
Registre reclamação no órgão certoANS para plano de saúde, vigilância sanitária para condição do serviço, conselho de classe para conduta profissional. Cada um trata de uma coisa diferente.
05
Guarde o que você recebeu de voltaResposta da ouvidoria, protocolo, e-mail, print. A resposta que o serviço dá — inclusive o silêncio — é parte do caso.
Guarde estes documentos
Pedido protocolado e resposta recebida Cópia do prontuário, quando conseguir Registro de nomes, datas e horários Protocolo da ouvidoria e da reclamação Termo de consentimento que você assinou Prints, e-mails e gravações que você já tenha

Perguntas frequentes

O hospital disse que a UTI não permite acompanhante. É verdade?Em UTI há restrição real de horário e de circulação, e ela existe por segurança. Mas restrição não é proibição: idosos, crianças e pessoas com deficiência têm direito a acompanhante, e o hospital precisa organizar isso, não recusar.
Posso pedir o prontuário mesmo sem intenção de processar ninguém?Sim. O prontuário é seu e você não precisa justificar o pedido. É o documento que permite entender o tratamento e buscar segunda opinião.
Quero uma segunda opinião. O plano cobre?Consultar outro profissional da rede é direito seu, e não depende de autorização de quem já te atendeu. Se a segunda opinião indicar outro tratamento, aí sim entra a discussão de cobertura.
Fui destratado no atendimento. Isso é caso jurídico?Pode ser. Recusa de atendimento, exposição da sua intimidade, informação negada, tratamento humilhante: são falhas do serviço, não azar. O que decide é conseguir documentar.
Preciso pagar alguma coisa para começar?A primeira conversa é sem compromisso. Se houver caso, explico os honorários por escrito antes de qualquer providência — e em parte dos casos é possível combiná-los por êxito, isto é, atrelados ao resultado.
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Não é bem o seu caso? Descreva o que aconteceu e eu digo se há caminho — mesmo que a resposta seja não. Falar no WhatsApp

Conte o que foi negado a você

Escreva com suas palavras o que aconteceu e onde. Respondo no mesmo dia útil dizendo o que pedir, por escrito, e se há caso.

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